O deputado estadual George Morais (União Brasil), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba, afirmou que seu grupo político trabalha para assumir o comando da federação que vai unir o União Brasil e o Progressistas — batizada nacionalmente de União Progressista. No entanto, ele admitiu que, caso não tenha sucesso nessa articulação, outras siglas já estão no radar: o PL e o PSD.
“Temos o respeito, a credibilidade, a legitimidade da executiva nacional em comandarmos o partido aqui no estado”, destacou George, lembrando que ele, o pai — o ex-senador Efraim Morais — e o irmão, o senador Efraim Filho, sempre militaram na mesma legenda desde o antigo PFL, passando pelo DEM, até chegar ao União Brasil. “Só tenho uma única ficha de filiação”, frisou.
George defendeu que a prioridade é manter o comando da nova federação, e argumentou que seu grupo político já demonstrou força e viabilidade eleitoral. “Estamos mostrando à executiva nacional que temos um projeto competitivo com a pré-candidatura de Efraim ao governo e com a possibilidade de minha eleição para a Câmara Federal. Isso é prioridade para qualquer partido”, disse.
Ao mesmo tempo, George revelou que, diante das incertezas, já mantém diálogo com outras legendas: “Recebemos convite do PL, através do presidente Marcelo Queiroga, e do PSD, do nosso parceiro de chapa em 2022, Pedro Cunha Lima. Temos bom trânsito e equilíbrio, nunca fomos extremistas”, pontuou.
A federação União Progressista será formada entre dois grupos com grande protagonismo na política paraibana: de um lado, a ala ligada à família Morais e ao senador Efraim Filho; do outro, o grupo liderado pelo deputado federal Aguinaldo Ribeiro e pela senadora Daniella Ribeiro, que comandam o Progressistas no estado.
Apesar da disputa interna, George fez questão de adotar um tom diplomático. “O Progressistas, através de Aguinaldo e Daniella, também tem sua força, sua musculatura, o que respeitamos. A decisão será da executiva nacional, que avaliará quem apresentar o melhor projeto”, declarou.

